sexta-feira, abril 28, 2017

Nada é assim tão nosso

O tempo escorre
como areia entre os dedos

A água evapora
como fumaça sem fogo

O vento passa
dissolvem-se as pedras
desfazem-se os laços
apagam-se as eras
desmarcam-se os passos

Sobra um sorriso
cobra uma lágrima

Redesenhamos sobre o mapa
tesouros perdidos

Surge um novo deus
com retalhos de corpos

Nosso DNA é mudança
mudança e repetição

Nada é quase tudo que posso
nada é assim tão nosso

Promessas

Enquanto houver seiva,  a flor Enquanto houver saliva,  a palavra  Enquanto houver sentido,  o verso