terça-feira, abril 14, 2020

Em nome da convivência

Em tempos de quarentena,
há muitas restrições.

Umas são compreensíveis,
outras desafiam até o arbítrio do capitão.

Não entendemos bem
quem nos manda ficar em casa.

Ficamos indignados com o controle
do nosso direito de ir e vir.

Mas a regra mais dolorida
é o controle da hora do adeus.

Quem manda em nós
na hora de enterrar nossos mortos?

Nesses tempos, o vírus.
Mas sempre, a convivência.

São José dos Campos, 30 de março de 2020

Promessas

Enquanto houver seiva,  a flor Enquanto houver saliva,  a palavra  Enquanto houver sentido,  o verso