sábado, agosto 16, 2014

À tua espera

Vou fazer bolinho de chuva
e, mesmo que não chova,
esperar tua chegada

Vou arrumar a casa
e, mesmo que sem mudanças,
arrumar-te um cantinho

Vou enfeitar as janelas
e, mesmo que o sol não apareça,
arejar tua visita

Vou percorrer os jardins
e, mesmo se houver espinhos,
enflorecer-te os olhos

Vou sentar-me na varanda
e, mesmo que demores,
estarei à tua espera

Vem logo!

Paraíso, 12 ago. 2014

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Promessas

Enquanto houver seiva,  a flor Enquanto houver saliva,  a palavra  Enquanto houver sentido,  o verso