quinta-feira, janeiro 01, 2015

Faina cardíaca

Vou recostar meu corpo dolente
de amores vazios
a ausências prenunciadas

Vou recostar minha carne trêmula
no frêmito desapaixonado
destas buscas banais

Vou recostar o dorso
combalido por carícias negadas
até que cessem estes espasmos

Vou recostar-me
mas tu, coração,
persistirás em tua faina

Acordado e latente
doído, deveras,
mas persistente

Paraíso, 14-12-14

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Promessas

Enquanto houver seiva,  a flor Enquanto houver saliva,  a palavra  Enquanto houver sentido,  o verso