quarta-feira, setembro 16, 2026

ARAÚJO, Emanuel. A construção do livro

 ARAÚJO, Emanuel. A construção do livro: princípios da técnica de editoração; [Prefácio por Antônio Houaiss] Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Brasília: INL – Instituto Nacional do Livro, 1986.

 

- do prefácio de Antônio Houaiss:

- p. 18 “No conjunto, um instrumento fundador de humanidade, as línguas, em particular as grandes línguas de cultura (inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, português, russo, chinês japonês, árabe...) transitaram de um léxico máximo de 40 mil palavras no fim do século XVIII para um léxico mínimo de 400 mil palavras nos meados deste século.”

 

- fenômeno de literatação das massas: que contribuiu para a divisão do trabalho físico e mental

 

- p. 19 “Mas, enquanto perdurar o rigor da leitura a sós, o enlevo da leitura a sós, a emoção do manuseio sensual das páginas, enquanto isso perdurar, teremos os livros-livros, esses que estão aí tão incorporados à nossa maneira de sermos humanos (tanto assim que, onde ele não é isso, aí impera o atraso, a sotoposição, a exploração).” – A. Houaiss, prefácio – RJ, 22 de maio de 1985.

 

- p. 23 – livro “Um homem” – de Oriana Fallaci

- a autora escreveu os diálogos em longos parágrafos

- a tradução separou cada diálogo em parágrafos

 

p. 24 – discurso indireto livre ou discurso aparente: surge em meados do século XIX

 

- BARTHES, Roland. O grau zero da escritura. Tradução de Anne Arnichand e Alvaro Lorencini. São Paulo: Cultrix, 1971.

 

[outras referências que achei em: <https://coloquiorolandbarthes.files.wordpress.com/2018/03/pdf5.pdf >.

REFERÊNCIAS

BARTHES, Roland. O grau zero da escritura. Tradução de Anne Arnichand e Alvaro Lorencini. São Paulo: Cultrix, 1971.

________. O neutro: anotações de aulas e seminários ministrados no Collège de France, 1977- 1978. Tradução de Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2003. (Coleção Roland Barthes)

BENJAMIN, Walter. O narrador: Considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: ________. Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1985. p. 197-221.

BLANCHOT, Maurice. O espaço literário. Tradução de Alvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 1987.

________. O livro por vir. Tradução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Martins Fontes, 2005. (Coleção Tópicos)

CALVINO, Italo. Cibernética e fantasmas (notas sobre a narrativa como processo combinatório). In: ________. Assunto encerrado: discurso sobre literatura e sociedade. Tradução de Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006a. p. 196-215.

________. O mar da objetividade. In: ________. Assunto encerrado: discurso sobre literatura e sociedade. Tradução de Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006b. p. 50-57.

________. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas. 3.ed. Tradução de Ivo Barroso. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.]

 

- BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. Trad. Sérgio Miceli, São Paulo: Perspectiva, 1974.

 

- li este livro até a p. 27 – falta terminar

 

COLASANTI, Marina. Ana Z. aonde vai você. 6a ed. São Paulo: Ática, 1995.

 

COLASANTI

Área: literatura infanto-juvenil, conto fantástico

Tema(s): conto, viagem, descobertas da adolescência

 

COLASANTI, Marina. Ana Z. aonde vai você? 6a. ed. São Paulo-Ática, 1995. COLASANTI, Marina. Ana Z. aonde vai você. 6a ed. São Paulo: Ática, 1995. (Série Sinal aberto e seus caminhos - Fantasia)

 

 

p. 30

- as coisas

- Ana chega ao oásis do desejo, está conversando com uma mulher que carrega um cântaro com água.

- “As coisas não são. Mas a gente faz as coisas serem.”

p. 31

- desejar juntos

- “̶  Um desejo só não dá. É muito pouco. Se você desejar uma coisa, em segredo, sozinha, e ficar esperando, vai ter que esperar a vida inteira. Mas se eu desejo ter dois camelos, e se você deseja o esterco dos meus camelos para adubar sua roseira a fim de que cresça e cubra a parede da sua casa, e se o seu hóspede deseja que você tenha uma casa para estar nela e que tenha a parede recoberta por uma roseira bem adubada para dar mais flores e tornar a casa mais fresca e mais perfumada, permitindo que ele descanse bem da sua longa viagem, então eu terei meus dois camelos, que estercarão sua roseira, que subirá pelas paredes da casa, que abrigará o hóspede, que dormirá à noite, que sonhará lançando as sementes de um novo desejo, irmão do desejo despontado em algum outro sonho, para serem realizados no dia seguinte junto com outros, e assim por diante.”

 

 

ARANHA, Maria Lucia Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de filosofia. São Paulo: Moderna, 1998.

 

ARANHA; ARRUDA

Área: filosofia

Tema(s): ócio - etimologia, definição

 

ARANHA, Maria Lucia Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de filosofia. São Paulo: Moderna, 1998, 38-39.

 

 

 

p. 38

- otium: para os gregos “[...] não propriamente a ausência de ação, mas o ocupar-se com as artes, as ciências, o trato social, o governo, o lazer produtivo. Ao ócio opunha-se o negócio (o nec-ócio, ou seja, a

p. 39

negação do otium), como atividade que tem por função satisfazer as necessidades de subsistência”.

 

 

 

segunda-feira, maio 04, 2026

Promessas



Enquanto houver seiva, 
a flor

Enquanto houver alento, 
a palavra 

Enquanto houver sentido, 
o verso

quarta-feira, setembro 25, 2024

Nesta Terra de Quebra-em-nós-a-cruz

Todo esse fogo alastrado
terá um efeito repetido
 
Deixará os ricos mais podres
os pobres mais puídos
 
Pagaremos caro no mercado
ganharão alto na cotação
 
A natureza fica queimada
o capital sai aquecido
 
Cinzas no descampado
cifrões contabilizados
 
Assim gira a roda do capitalismo
esse monstro que nos lambe a certeza
 
Desastre ou pandemia
quem mais tem, menos pia

domingo, janeiro 07, 2024

Cada guerra

Cada guerra consigo enterra
uma lógica de funcionamento

Com a arma mais potente
vem a verdade mais forte

Cada morte é uma moeda
com dois lados de menção

Morreu como combatente
foi morto contra a convenção

Toda guerra termina
pelo modo como podia não ter começado

Grandes barrigas ao redor da mesa
e um acordo assinado

quinta-feira, dezembro 29, 2022

Dia do saio


Se é para o bem de todos, que me importa?,
ou para a felicidade geral da nação, não me interessa,
digam ao povo que saio

Saio pelo voto perdido
com a barriga cheia
e a cara lustrada

Saio com aposentadoria gorducha
e o raio que o parta
pra se virar com a lambança que deixei

Vou-me embora com ego magoado
uma canela marcada
e uma cicatriz sigilosa

Deixo para trás o que não me vale
o que não me bajula
e o que não dava para carregar escondido

Diga ao povo que lute
ao gado que chute
os portões do quartel

Tenho férias previstas
não cabem consorte, ativistas
na minha garupa

Digam ao povo que saio
sem ter que fingir desmaio
ao desagarrar-me da faixa

Vou-me embora contrariado
com preces não atendidas
e contas não pagas

De herança, deixo o balaio de g(f)atos
algumas cinzas que escaparam 
e o ranço vingativo da traição


São José dos Campos, 27 de dezembro de 2022

TELLES, Lygia Fagundes. Pomba enamorada - ou uma história de amor e outros contos escolhidos. Porto Alegre: L&PM, 2002. (Coleção L&PM Pocket vol. 150)

  TELLES Área: contos Tema(s): contos de amor, amor platônico, contos com paralelismo, contos de circuito fechad...